Forrest Gump

Posted: terça-feira, 8 de dezembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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 Aviso: 67 % de spoiler

Forrest Gump é uma das obras mais cativantes que o Cinema já construiu. O filme possui elementos inéditos em relação ao tempo que foi lançado e consagra Tom Hanks como um dos melhores atores de todos os tempos. A história do filme é apaixonante e abusa da sua simplicidade permanente. A trajetória de Forrest Gump ilustra muito bem a história contemporânea dos EUA, através de uma forma riquíssima, irreverente e carinhosa.

O filme começa com uma pena caindo, aleatoriamente, nos pés de Forrest. Depois desse momento de suma importância para se entender a alma do filme, que explicarei mais adiante, Gump começa a contar sua história, sentado num banco de uma parada de ônibus. De imediato, percebemos que Gump é a ingenuidade e inocência em pessoa, e isso favorece para que a sua história seja mais linda e emocionante ainda.

A medida que nos aprofundamos na narrativa de Gump, vamos nos identificando pelo seu personagem e criando uma relação tão consistente com o filme, que acabamos envolvidos por todos os momentos da obra. Acompanhamos a infância de Forrest, e logo no ínicio, conhecemos  Jenny, sua única e verdadeira paixão. O filme lança mão dessa simbiose entre os dois personagens e concretiza todos os aspectos necessários, para que mais tarde, o filme se desenvolvesse de forma mais fluente, usando a dialética Gump-Jenny como pilar para que a história proceda.

A vida juvenil de Gump é a típica vida de qualquer americano daquela época, e nesse momento, percebemos a primeira de muitas qualidades do personagem: a sua capacidade de correr. Forrest usará essa artimanha durante sua vida toda { inclusive durante uma sequencia toda do filme }. Foi essa capacidade que permitiu Gump ser jogador na faculdade e permitirá, mais tarde, que ele se torne ícone americano { explicarei mais tarde esse momento de sua vida. }

Entrando na vida adulta de Forrest, percebemos que ele viveu uma fase turbulenta, que envolveu Guerra do Vietnã, Manifestação Pública, Campeonatos pelo Exército. No período em que passa pela Guerra, Gump continua sendo a mesma criatura dócil e inocente de sempre, e é graças á essas características, que torna Forrest em um grande soldado americano. Desse momento, as primeiras prerrogativas de uma vida adulta invade a existência de Gump, começando a torna-lo mais maduro. Ele ainda nutre veementemente sua paixão pela Jenny, que visivelmente, não sente nada por ele, além de um carinho afetuoso enorme.





Inicia-se aí a fase mais dark de sua vida, quando Gump descobre que Jenny não vive uma vida muito boa, já que ela se rendeu ás drogas e as humilhações machistas típicas daquela época. É nessa fase também que Forrest começa a ter que lidar com a morte: principalmente de seu grande amigo morto em guerra, o Bubba.{ criatura mais irritante e bizarra de toda a história do cinema, quem viu o filme, me entende, rs } No entanto, é nessa fase, que Forrest precisará entender que a vida é mais complicada que parece, quando ele percebe que suas atitudes, por mais claras e certas que fossem, não trazia a felicidade esperada. Essa situação é bem dialogada através do personagem de Gary Sinise, o Tenente Dan Taylor. O Tenente é salvo da morte por Gump, mas acaba perdendo ambas as pernas, provocando em Dan um sentimento de revolta por ter sobrevivido. Nesse contexto, Gump começa a ter que lidar com as complexidades - inesperadas - da vida.

Usando como plano de fundo do filme, está toda a história conturbada de um EUA lutando pela posição maior no cenário mundial, tendo que lidar com movimentos hippies e inclusive movimentos étnicos, como os Pantera Negras. Nesse palco, Gump precisa construir sua história, como a figura vencedora do conservadorismo, aquele símbolo americano, que todos deviam seguir. Encontra-se aí, talvez, uma das maiores mensagens ocultas do filme que é a manipulação da sociedade em cima da figura do homem. Gump, mesmo vivendo uma vida agitada, se mantém ingênuo e apaixonado pelos outros. A alma de Forrest não se altera, e reside aí a beleza do filme, ou pelo menos, a razão por tornar o filme em uma obra-prima.

Depois desse período conturbado, o filme lança mão de um cenário mais calmo, onde Forrest se encaminha para uma idade mais madura, vivendo uma aventura nova: dono de um barco de camarões { em homenagem a seu amigo morto na Guerra do Vietnã } ao lado do ainda revoltado Tenente Dan. Vale frisar que Jenny não se mantém, momento algum, após a infância, presente na vida de Forrest, salvo apenas alguns momentos em que se esbarram durante o filme. Nesse momento de sua vida, Forrest começa a pensar, compulsivamente, pelo seu amor perdido. E nós, o público, torcemos para que a relação Jenny-Gump aconteça, mesmo sabendo, que não existe reciprocidade entre eles.

Ao fim do filme, ocorre uma reaproximação de Jenny e Forrest, mas, posteriormente, percebemos que Jenny apenas se rendeu ao amor de Forrest, e decidiu fazê-lo feliz, mesmo que por um breve momento. Antes que notemos, a personagem saí tão repentinamente como entrou, da vida de Gump. Porém, depois desse momento, a vida de Gump se altera definitivamente. Desesperado por perdê-la, Forrest simplesmente decide correr. Ele corre durante quase três anos e meio, tornando-se novamente ícone americano. De imediato, percebemos que aquilo é a fuga de Gump em relação á sua fracassada vida amorosa.





O filme é simplesmente fantástico. A magia da obra não se encontra somente nesse contexto exposto até aqui, mas vai além disso: a direção do filme introduziu aspectos irreverentes no enredo, brincando com o destino de Gump, o tornando responsável pelos passos de Elvis Presley, e criador da música Imagine, de Lennon. O filme, inclusive, coloca Tom Hanks, ao lado, de John Lennon! Lógico que isso não ocorreu, e está aí um dos motivo pelo qual o filme ganhou o oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Outro aspecto essencial para o filme, é o brilhantismo de todas as interpretações. Cabe aqui, ressaltar que Hanks nunca conseguirá interpretar tão bem um personagem, como interpretou em Forrest Gump - O contador de Histórias. Admiro, intensamente, a capacidade de Tom Hanks em desenvolver tão excepcionalmente qualquer personagem que seja incubido de intepretar. Os outros atores do filme, como Sinise e Robin Wright  { Jenny }, desempenharam muito bem também seus personagens, mas ficaram a sombra do brilhantismo de Hanks e seu personagem, Gump.

Alan Silvestre criou uma trilha sonora tão bem construída, que não posso escrever essa resenha sem citá-lo. As músicas do filme se encaixam perfeitamente com os momentos em que são colocadas, e ouvir Hendrix nunca é demais! Os outros aspectos técnicos do filme são de mesmo esplendor e tornam o filme, em uma obra inesquecível. O filme possui cenas muito bem feitas e é incrível imaginar como eles souberam aproveitar cada minuto do filme.
 


Bem no final do filme, Jenny finalmente se casa com Gump. No entanto, é obvio que ela se submete a isso apenas porque, estando em estado terminal de AIDS { não fica explícito que é essa a doença, mas se percebe facilmente que é, no mínimo, uma alusão ao período de pandemia da AIDS no mundo }, ela precisa que alguém cuide - pasmem - do seu filho, que também é filho de Forrest Gump! É justamente esse aspecto que dá sentido a vida de Gump e será esse filho que fará com que a vida de Forrest, após a morte breve de Jenny, ganhe algum sentido. 





Entra então em cena, uma das melhores cenas do Cinema: o monólogo que Forrest faz consigo mesmo, na frente do túmulo de Jenny. Ele explica o quanto a amou e o quanto ela foi importante na sua vida, e tenta explicar porque essas coisas acontecem. É exatamente nesse momento, que entendemos o motivo da pena no ínicio do filme. Gump fala que existe sim um destino, ao qual devemos estar desprevinidos, mas que cada destino faz parte de um plano maior. 

A pena é uma métafora linda do que ele disse, mostrando que apesar dela está a mercê do vento, ela sempre cairá no lugar certo, que no filme, foi aos pés de Gump. A pena voa novamente, quando a história de Gump encerra-se de forma simbólica { quando ele leva seu filhinho, também chamado de Forrest Gump, para a parada do ônibus escolar, em alusão ao ínicio do filme, que também possui essa cena. }. A pena voa, aleatoriamente entre as árvores, e termina caindo em nossa direção, terminando o filme com a mensagem de que a sua história também é fantástica, assim como foi a história de Forrest Gump.



Nota: 9.5
Abraços

Up - Altas Aventuras

Posted: sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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Aviso: Contém 40% de Spoiler

Up - Altas Aventuras é a prova real de que a Pixar encontrou a fórmula certa para seus filmes: a arte de aproveitar o diferente. O filme é a nova preciosidade da Disney e possui elementos novos e irreverentes, tornando-se a obra mais delicada e bem feita desse ano. A máquina cizenta responsável pela criatividade cinematográfica da Pixar está de vento em polpa, e tomara que continue assim, para o bem de todos nós cinéfilos.

O filme permite que os telespectadores experimentem uma sensação nova de torcida por um elenco nada convencional e permite que todos se maravilhem com a doçura e elegância de um enredo original e fantástico. Não tem como não se render á Up - Altas Aventuras. Chega ser surpreendente a forma como o filme se procede: tudo conspira para que a trama ganhe vida a cada cena que passa, explorando um cenário inusitado nos cinemas, possibilitando, assim, que o público não perca de vista a magnitude que a obra possui do ínicio ao fim.

Em primeiro lugar, temos um personagem-central totalmente diferente do que estamos acostumados: Carl, o velho. O personagem possui um encanto mágico e abusa da originalidade para se desenvolver. O ínicio do filme esclarece os cinéfilos sobre essa curiosa figura e nos torna íntimo dele tão rapidamente, que, quando mal percebemos, já estamos sofrendo com ele, a medida que o ínicio do filme { que se comporta quase como um curta-metragem dentro do filme em si } se encaminha para um fim melancólico. A partir desse momento, o filme verdadeiramente se inicia, mas todos os elementos necessários para que a história se proceda já estão plantados em nossas espectativas.

A medida que a história se desenvolve, as cenas vão se tornando cada vez mais encantadoras e a sensação de aventura cicatriza gradualmente. O filme segue uma linha cômica com elementos tão originais que não tem como se cansar da obra: a sinopse sugere que o passeio pela casa flutuante será durante o filme todo, e de imediato, percebemos que a obra não seguirá por esse caminho. Para a minha surpresa, os personagens centrais passam mais tempo em chão firme do que no assoalho da casa voadora. O interessante é a forma como a história se propaga uma vez que não existe previsibilidade na obra. Não há como prever o que vai acontecer, e isso é o maior charme do filme.





Logo em seguida, temos os personagens secundários da obra: Russell { a criança de 8 anos }, o cachorro e o pássaro. A Pixar realmente soube aproveitar a relação temporal entre o velho Carl e o jovem Russeal. A simbiose entre os dois é intensa e ali se encontra um dos maiores tesouro do filme. Depois deles, vêm todo o arsenal de personagens curiosos, bizarros e fabulosos: cães que usam aparelho para se comunicar, um pássaro viciado em chocolate e etc. O filme pede para forçamos um pouco da nossa imaginação, mas isso não é impossível, já que todos os elementos da obra conspiram para que possamos nos sentir livre para as invenções fantasiosas da trama.

A verdadeira premissa do filme, que é justamente os seus olhos de ouro é a redescoberta de Carl nessa sua, talvez, última aventura. Existe diversos fatores que o impulsiona a se aventurar pelo maior sonho de sua vida: chegar á uma cachoeira perdida na Venezuela. Essa amostragem psicológica funciona muito bem no filme, servindo de inspiração tanto para crianças como para os mais velhos dos adultos.

Como a Pixar consegue construir uma trama tão rica e meticulosamente inovadora em cima de um esqueleto-enredo tão simples? Está aí a verdadeira alma desse maravilhoso estúdio de Cinema. A Pixar está vivendo seu zênite e com certeza, Up - Altas Aventuras é uma, ou talvez a sua obra-prima. Além dos elementos semânticos, essa síntaxe de efeitos visuais ajuda e muito para perpertuar esse sabor de mini-perfeição que Up possui.

Pessoalmente falando, Up possui um pequeno, quase imperceptível, declive na sua qualidade durante o filme. Progressivamente, o filme se encaminha para um fim mais vibrante e mais infantil, diminuindo um pouco esse brilhantismo do enredo. Isso não se torna algo muito negativo, mas poderia ter sido melhor trabalhado. No entanto, quase nas últimas cenas do filme, percebe-se uma mensagem exclusivamente reflexiva de que o filme não terminou em um típico final feliz, mas mesmo assim, o velho Carl encontrou a sua felicidade perdida. Dessa forma, o filme volta a se nivelar em termos de excelência.

É encantador essa sagacidade do filme de possuir um final também diferente { me parece que essa palavra está presente em toda a crítica do filme, exponenciando a idéia de que o filme realmente é original }, quebrando com qualquer indução de se prever o final antes de vê-lo. O filme é extremamente equilibrado, sabendo aproveitar de todo o leque de funções que possui: a função emotiva, função cômica, função reflexiva, função aventuresca entre outras.

Outro fator positivo do filme é a versatilidade da Pixar em munir o filme de um humor moderno conectado com um tom de fábula, característica marcante dos velhos filmes de animação. Up - Altas Aventuras emociona de um jeito intenso, artimanha difícil de ser feita por estes filmes. O filme possui um bolsão de emoções que, em síntese completa, resulta num mutualismo de sensações tornando o filme vívido e apaixonante.

O campo contextual responsável pela vilania presente no filme, incorporada por Charles Muntz, o explorador aéreo desacreditado por todos por causa de uma suposta fraude, acrescenta a obra o necessário argumento para que a história se propague, mas não é ele que compõe unicamente a obra, já que o filme enfoca também no existencialismo de Carl. Essa capacidade de manipular os focos do filme durante sua rodagem torna o filme ágil e veloz, favorecendo ainda mais para a boa avaliação de Up - Altas Aventuras.

Ellie, a falecida mulher de Carl, é responsável por todo esse arcabouço mágico do filme e não há como analisar Up, sem citar a doçura e o encanto que Ellie transmite ao filme. Ela não se faz presente fisicamente durante todo o tempo, mas sua presença espiritual permite que a trama não perca essa favorável sensação de carisma que o longa possui.





Analisando esta obra, entro em choque com umas das minhas convicções cinematográficas: será que a originalidade de Up - Altas Aventuras consegue torná-lo melhor que o fantástico e memorável Wall-E ? Para aqueles que não acreditavam que a obra pudesse ser superada, encontra-se aí um possível candidato a quebrar essa afirmação. Ambos os filmes são estrelas no mundo das animações e possuem argumentos diferentes. Comparando os dois { se é que é possível }, ainda prefiro Wall-E. E você, hm?

Concluindo esta resenha { que me aparenta ser a maior de todas que já fiz }, resumo que a obra é um ode ao brilhantismo da Pixar e possui elementos que quase ninguém enxergaria juntos, mas que se provaram ser uma mistura curiosa e definitivamente, proveitosa. O filme usa a arte de entreter de forma inteligente e descontraída, e comprova aquilo que certos filmes desse ano estão reforçando: para um filme ser bom, não é necessário apenas ser bem feito, mas é necessário também ser audacioso em sua alma.


Nota: 8.8
Abraços

Paris, Te amo

Posted: quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Paris, Te amo é uma coletânea de diversas visões não só sobre Paris, mas sobre o Cinema, como um todo. O filme não possui apenas um papel artístico, retratando a cidade das luzes de diversas maneiras, mas possui um papel funcional, ou seja, Paris, Te amo se compromete também em mostrar como é a sintonia de diversos visionários cinematográficos unidos pela a arte que julgaram a mais fascinante de todas.

Nessa obra é possível ver o carinho despreendido pelos dezoito diretores que se empenharam em mostrar Paris de uma forma multicriativa. Não existe um tema fixo no filme, como é o amor em Nova York, Te amo. A obra demanda sensibilidade em ser resenhada, pela tamanha complexidade que possui em abraçar um projeto tão grandioso e ao mesmo tempo tão bem construído.

A ousadia em decodificar Paris de tão variados e sortidos modos, permitiram a criação de uma obra genuina, fragmentada e ao mesmo tempo coesa e completa. O filme é uma viagem mística e urbana pelas vielas da capital da França, mostrando personagens que completam a efervescência de ser Paris, viver Paris, transpirar Paris.


Fechamento de Novembro

Posted: terça-feira, 1 de dezembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Apesar do atraso de um dia, o Cinemótica completa e encerra o mês de novembro, com um pequeno parâmetro do que o mês trouxe para o blog. O mês foi badalado por causa do Festival Internacional de Brasília e por causa da estréia de alguns filmes muito aguardados durante o ano. Apesar disso, o mês de novembro se encerra de forma não tão desejável e as espectativas são transferidas para o mês de dezembro.

Caso você queira ler alguma das melhores matérias de novembro, acesse: Nova York, Te amo , 500 dias com ela , Festival Internacional de Cinema e 2012. Nessa postagem de agora, você poderá ver um balanço dos filmes vistos, e inclusive o ranking deles. Exponho aqui também a lista de filmes que serão avaliados no mês de dezembro!

Aproveitando o espaço, gostaria de agradecer a colega Cintia Carvalho, dona do ótimo blog Cinecabeça, o qual visito sempre.O blog, de imediato, já apresenta uma estética favorável e limpa, tornando os textos mais agradáveis ainda. Os textos apontam muita dedicação e carinho da Cintia, que demonstra sempre um grande envolvimento sobre o tema que discute, expressando sua opinião de forma sempre pessoal, bem escrita e harmônica. As suas dicas são muito utéis e as suas escolhas de filmes são sempre certeiras! Indico a todos vocês este ótimo blog!


2012 - O filme

Posted: quinta-feira, 26 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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2012 é um filme de desastre universal. O filme mostra o mundo sendo destruído de forma suntuosa, inacreditável e ás vezes ilógica. Mas mesmo assim, 2012 continua sendo um filme de desastre universal e ponto. Por que reclamar tanto de um filme? Acho que está ocorrendo uma nítida má confusão entre gêneros e pesperctivas. O filme realmente possui personagens risíveis, falas e momentos clichês, mas mesmo assim, se adequa ao tema que conduz: catástrofe terrestre.

O maior pecado do filme é ter feito uma propaganda enganosa: quanto se foi dito sobre tantas mitologias acerca de que o mundo acabaria em 2012? Elas simplesmente inexistem no filme, e quem for vê-lo esperando algo filosófico ou pelo menos, um pouco misterioso, esqueça, 2012 não é filme para isso. Não aparece, em momento algum, qualquer tipo de sugestão profetica dentro da trama, além de uma pequena piada sem graça no começo da trama.


Festival Internacional de Cinema

Posted: segunda-feira, 16 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores:
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Encerrou-se ontem, a XI edição do até então pouco conhecido FIC - Festival Internacional de Cinema em Brasília. Mas o que realmente representou esse festival ? Pude conferir poucas obras das 86 expostas, e por isso, a resposta a essa pergunta se torna relativa. Mesmo assim, já imaginando que eu não conseguiria ver todas as obras em apenas um semana, organizei uma equipe para me aconpanhar nessa empreitada, vendo outros filmes para depois unirmos as críticas. Resultado: 9 filmes foram realmente analisados pela equipe do Cinemótica, e por meio desta postagem,  exponho uma panorama  parcial dos filmes que compuseram o FIC e, resumirei, sinteticamente, o que o FIC trouxe, este ano, para a Capital Federal.

Em primeiro lugar, será produzido um pequeno texto compilando tudo que foi explorado. Ao fim, colocarei uma resenha rasteira de cada um dos nove filmes assistidos, dando um fim, então, ao nosso trabalho nesse último evento internacional de cinema.


500 dias com ela

Posted: sábado, 14 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , ,
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500 dias com ela, de recente estréia nos cinemas, simplesmente convence. O filme trasmite harmonia do ínicio ao fim, flui por completo e faz bonito. O carisma despreendido por Marc Webb é válido e comprova que, ás vezes, uma história não precisa de mais nada para ser boa, além de uma simpática forma de ser contada.

Sim, o filme é simples assim: Summer ( interpretada pela belíssima Zooey Deschanel ) conquista, involuntariamente ( ou não ) o amor do jovem e intenso Tom ( Joseph Gordon-Levitt ). A história é de fácil acesso e de fato, em poucos minutos, estamos completamente envolvidos por ela.

O que há de verdadeiramente bom em 500 dias com ela? Com todas as certezas do mundo, respondo: simpatia. Webb pegou o que há de melhor na sua criatividade cinematográfica e conseguiu criar uma obra casual, bem dosada, acolhedora e, principalmente, harmonica. Não há o que se esconder: os efeitos da narrativa de 500 dias com ela é o verdadeiro encantamento do filme, e é ele, que contribui, e muito, para que o filme consiga o seu merecido sucesso.

Ervas Daninhas

Posted: quarta-feira, 11 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , ,
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Ervas Daninhas, filme lançado no Festival Internacional de Cinema, expressa um cinema mais etéril, pulsante e psicologicamente despreendido de pretextos. O filme é esteticamente genial, mas a sua verdadeira genialidade é o enredo surreal e divertido dirigido por Resnais. Poucos conhecem esse cinema mais irreverente que preza pela metafísica da arte cinematográfica e exponencia a mente fértil do ser humano, uma vez que a sua disponibilidade é díficil. Ervas Daninhas não é nenhuma obra prima, mas provoca e brinca com o publico, tornando-se, assim, um bom filme para se conhecer melhor esse pouco acessível mundo do cinema excêntrico.

A obra Herbes Folles trata-se de uma história simples: uma senhora francesa tem a sua carteira roubada, que é encontrada por um senhor, no estacionamento de um shopping. Esse senhor, então, prioriza como objetivo maior a devolução do objeto á dona. Inicia-se aí um jogo divertido de perseguição, amor e obsessão entre os dois envolvidos nessa casualidade.

Com um enredo banal, como o próprio diretor definiu, Ervas Daninhas é um provocante romance atípico, envolvido por cenas surreais e por momentos bizarros e metafóricos. As pessoas acostumadas com a tradição dos cinemas normais poderão se sentir incomodadas com a obra por se tratar de um película extremamente subjetiva e arrojada de cenas paradas e monótonas. O filme se revela uma deliciosa metáfora que pode ser desvendada durante a obra, com um pequeno auxílio do seu título. Sinteticamente falando, Ervas Daninhas está longe de ser um filme perfeito, mas possui um interessante recurso cinematográfico.


Nova York, Te amo

Posted: sábado, 7 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , ,
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Sendo o mais direto possível, decreto: Nova York, Te amo, filme rodado no Festival Internacional de Brasília, é um dos melhores filmes deste ano. A síntese urbana é representada fluentemente, de forma charmosa, sensível e elegante. O filme é um retrato da arte cinematográfica e reune tudo que há de melhor em se fazer cinema.

Nova York, Te amo é uma obra semelhante á Paris, Te amo. O filme também contém vários diretores, que ao total são 12,  produzindo vários curtas dentro do filme, retratando as diversas facetas de alguma cidade exponencial. O filme, no entanto, apresenta uma característica marcante que o difere de Paris, Te amo: os doze curtas do filme são interligados não somente pela cidade, mas apresentam um contexto igual, inclusive os personagens colidem com os personagens dos outros diretores, o que torna o filme contínuo e extremamente elegante.

Com o lema do filme, 'Toda as cidades tem suas diversas formas de amor',  acompanhamos doze pequenos curtas retratando a diversidade amorosa, cultural e comportamental de Nova York. O fator diferencial do filme é a sua atmosfera perfeita, uma atmosfera repleta de pessoalidades, que representa todas as aspirações e ilusões de Nova York.

Os doze diretores produziram um roteiro delicioso, intimista, acolhedor e consegue, definitivamente, te teletransportar até Nova York e te fazer sentir parte dela. É incrível como diferentes métodos de filmagem unidos conseguem criar uma ópera tão uniforme e coesa, como Nova York, Te amo é.

Abismo do Medo

Posted: quinta-feira, 5 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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Abismo do Medo surpreende: o filme traz uma atmosfera densa, bastante ambientalizada e provoca uma sensação de aflição e agonia especialmente intensa.  O filme é bastante dosado, criando um cenário de terror, suspense e ação.

Seis amigas resolvem se aventurar em uma caverna na Europa a procura de diversão. Chegando lá, as coisas não saem conforme o planejado e um pequeno desmoronamento as confina, aparentemente, dentro da grande gruta. No entanto, essa é o menor de todas as preocupações. Com o tempo, as amigas descobrem que o lugar nunca houvera sido antes explorado e que certas criaturas agressivas, realmente agressivas, moram por lá, e não gostam, aparentemente, de visitas.

O terror do filme é extremamente sensorial:a sensação de confinamento e caustrofobia é presente em toda a película e o ambiente fora criado de forma a transmitir da melhor forma possível a sensação de medo e desespero.


Albergue Espanhol

Posted: segunda-feira, 2 de novembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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O Albergue Espanhol é um filme camuflado. A obra promove a sua história como uma ficção voltada para a temática mochileira, mas se revela um conto emocional acerca de seu protagonista, tornando o filme em um romance urbano ambientalizado em um cenário turístico: Barcelona.

O caso é: Xavier, jovem ambicioso, prestes a conquistar o seu emprego mais valorizado, descobre que no seu caminho há uma pedra: ele precisa aprender o espanhol antes de se formar, já que a empresa que o pretende contratar só o empregará no setor econômico voltado para a Espanha. Logo, Xavier se debanda para a cidade mais dinâmica da Europa: Barcelona.

A alma do filme é indiscutivelmente dinâmica ( e não entenda isso como um ponto positivo ): acompanhamos o que é viver na Espanha, rodeado de pessoas de várias nacionalidades. Uma explosão de trejeitos multiculturais ? Não, o filme não é, definitivamente, isso; apesar de tentar ser. Albergue Espanhol está muito mais para um filme ritmico com dosagens de encontros culturais simples e superficiais, chegando inclusive, a ser irritantes.


Fechamento de Outubro

Posted: sexta-feira, 30 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Outubro foi um mês satisfatório e, em partes, surpreendente. Foram analisados sete filmes pelo Cinemótica e também foi feito uma grande análise sobre o Terror Moderno. Foi feito uma tabela de notas para os sete filmes vistos, o que me permitiu fazer um Ranking, Nesse mesmo assunto, peço que escolham qual foi a melhor crítica do mês.

Filmes Criticados: ET - Extraterrestre , A Verdade Nua e Crua, Bagdad Cafe, Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Milagre de Anne Sullivan, Melinda e Melinda e Por que me casei.

A maioria dos filmes vistos foram tramas urbanas, e em conjunto, foram todos bem indicados.
Confira a tabela de notas.

OBS: Mês que vem começa o Festival Internacional de Cinema em Brasília e o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Estou disponibilizando o site do evento para que possam ver os filmes que vão passar e inclusive indicar.


Por que me casei ?

Posted: terça-feira, 27 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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Por que me casei? é uma obra recente e educadamente bem feita. O filme traz uma reflexão talvez exagerada dos relacionamentos modernos, levanta a temática entre homem e mulher, e tempera tudo ao sabor negro de se viver.

Sinteticamente, o filme narra a trama de um grupo de casais que se juntam para jantar harmonicamente durante uma noite de inverno. Durante esse evento, conhecemos as personalidades de todos os envolvidos e acompanhamos um jantar comum e tranquilo. Mas nem tudo que imaginamos é o que parece ser. No meio do jantar, uma briga verbal começa, e com ela, todos os segredos são levados a tona.

Pode-se dizer que os segredos revelados perfazem muito bem tudo aquilo que uma vida conjugal não gostaria de ouvir: traição, falta de amor, desapego, mentiras e tudo mais. Envolvidos por essa situação, os quatro casais entram em colapso e somos levados a ver um verdadeiro dossiê conjugal, onde as histórias devem ser reescritas, remodeladas e até, reinventadas.


Melinda e Melinda

Posted: quinta-feira, 22 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , , ,
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Melinda e Melinda é um filme, antes de qualquer coisa, reflexivo e charmoso. No entanto, a ferramenta que torna a obra em uma peça agradável é o tom de descontração que a história apresenta, contribuindo para que o filme seja intrigante, elegante, teatral e dinâmico.

A proposta de Woody Allen é graciosa: ele aborda as diretrizes que a vida pode seguir - comédia ou drama - e cria uma personagem - Melinda - para viver, simultaneamente, duas histórias, com os mesmo acontecimentos, com apenas uma diferença - em cada história, Melinda vive os fatos de forma cômica e na outra história, Melinda vive os mesmos fatos de forma dramática.


Apesar de tantos fatores positivos, o filme peca por ser maduro demais, estabelecendo, assim, uma relação distante com o telespectador, que não consegue se envolver profundamente com as duas histórias ao mesmo tempo.

O Milagre de Anne Sullivan

Posted: terça-feira, 20 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , ,
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Uma explosão de sensíveis sentimentos capazes de comover qualquer ser humano.É assim que O Milagre de Anne Sullivan pode ser definido.O filme consegue, violentamente, nos tocar para os limites do ser humano, e nos sensibiliza ao ponto, de sofrermos juntos com o desenrolar de sua história.

Imagine uma menina cega. Não só cega, mas muda. E como se não fosse demais, imagine uma menina surda, muda e cega. Essa personagem é Helen Keller, de sete anos, filha de proprietários de terras. Keller não sabe o que é mundo e não sabe como interpretá-lo, e apesar de tudo isso, ela precisa muito se expressar.

É imensurável dizer o quanto esse filme é belo, complexo e ao mesmo tempo verdadeiro, sendo, inclusive, cruel e doloroso.Uma obra simplesmente humana demais, mostrando como o ser humano não está seguro sobre as coisas que a vida pode aprontar.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Posted: segunda-feira, 19 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: ,
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A verdade é: poucos filmes possuem o encanto e charme que O Fabuloso Destino de Amelie Poulain tem. Jean-Pierre Jeunet uniu comédia, drama, romance numa só sinopse, os misturou muito bem e não só criou uma combinação entre os gêneros, mas criou um subgênero novo.

É através de Amelie Poulain que reconhecemos, na obra simples e genial, o tom melódico que o filme tem do ínicio ao fim. Dotada de cenas cômicas alla francesa, o filme ultrapassa a esfera de entretenimento e ambientaliza um cenário íntimo entre Amelie e todos os telespectadores.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain é agradável, charmoso, bonito, irreverente e principalmente criativo.Cercado de tantas qualidades, não há como não se render a tamanha obra prima.


Bagdad Cafe

Posted: sábado, 17 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , , ,
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Bagdad Cafe é um filme pincelado por uma arte quase extinta nos dias de hoje. A arte minunciosa com que foi abordada, a destreza psicologica de suas reflexões e as impecáveis atuações de um dos melhores elencos estrangeiros da década de 80 tornam essa obra, em uma das obras mais belas e inesquecíveis na vida de um cinéfilo.

' O filme é um dos mais conhecidos cult movies da década de 80. Dirigido pelo cineasta alemão Percy Adlon, o filme trata da comovente história de uma turista alemã que, ao chegar numa hospedaria localizada num ponto isolado do deserto de Mojave, é mal recebida e até hostilizada pela proprietária do local, mas, com seu jeitinho tímido, vai aos poucos construindo uma relação de amizade pura com todos que moram e freqüentam o local. ' - Crítica

A Verdade Nua e Crua

Posted: sexta-feira, 16 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: , ,
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A Verdade Nua e Crua, ainda em cartaz nos cinemas, é um filme hilariamente gostoso de se ver. O filme aborda a velha e agradável temática mulher versus homem, e conta toda sua história de uma forma fluente, irreverente e simpática. O filme apresenta um elenco maduro, e traz consigo uma pitada de sensualidade, comédia e romance.


Um ensaio sobre o Terror Moderno 2

Posted: terça-feira, 13 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in
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No meu último post, foi possível ver um pequeno discurso sobre o terror moderno, no qual citei alguns novos subgêneros e sobre a super mega ultra tendência do remake times. Nesse post, darei continuação ao assunto falando sobre a maldita herança que o passado deu ao terror moderno, mostrarei alguns novos subgêneros, e por último farei um TOP 5, com os cinco melhores filmes de terror do novo milênio; na arte de evolução cinematográfica, provando que mesmo com uma série de tortuosos caminhos tomados, o terror soube demonstrar alguns momentos de crescimento e amadurecimento.

PS: Desculpa pela demora! Estive aproveitando o feriado, e por conta disso, deixei o blog um pouco no atraso, mas já estou de volta para atualizar.Quanto ao novo layout, é apenas momentâneo. O último layout sobrecarregou a página e foi preciso ser retirado.Além disso, informo que nesse post revelo o resultado do ultimo desafio Cinemótica. Bom, vamos ao assunto do dia.

Um ensaio sobre o Terror Moderno

Posted: segunda-feira, 5 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Fazer filmes de terror sempre foi uma tarefa díficil. O terror é, talvez, o gênero mais perceptível ao ser humano, o que torna essa área do cinema, uma área muito interessante, e consequentemente, uma área muito perigosa.

Como se faz um filme de terror? - perguntam os diretores, amadores e cinéfilos. Alguns usam fórmulas do passado que fizeram sucesso e tentam reproduzir nos dias atuais. Outros, tentam ser criativos, mas apelam para a mesma técnica já usada no passado. A força dessas tentativas são tão fortes que já se pode dizer que a tendência do ínicio do milênio é a produção em massa de remakes, ou então, de pseudoremakes.

Terror é uma arte para poucos, isso é fato. Nesse post vou criar um raciocíonio lógico para analisar o desenvolvimento do terror nesse começo do século XXI e criticar certas tendências que estão levando o terror para o fundo do poço.

ET - O extraterrestre

Posted: domingo, 4 de outubro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: ,
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ET - O Extraterrestre, mesmo tendo quase trinta anos, continua com o mesmo encanto. Talvez nem Spielberg soubesse o sucesso que faria com a pequena história de um ET e uma família típica americana. O filme foi ambientalizado para ser uma ótima comédia doméstica, mas ultrapassou esses limites. O carisma dos personagens, o carinho dado á trama, o inesquecível ET geraram a fórmula do sucesso e colocaram o filme entre os melhores de todo o século.
 

TOP 20 Filmes de Sofrimento

Posted: domingo, 27 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Durante essa semana, pensei em fazer um TOP 20. Eu, particularmente, adoro fazer esses Top's, mas que eles dão trabalho, não se pode negar! Não gosto de fazer TOPs sem um pequeno conhecimento no tema. Dessa vez, optei por um tema muito vasto nos cinemas, e que por isso, podem haver inúmeras divergências! Os Suffering's movies são filmes que narram, independente da ótica, alguma história sobre pessoas que estão lidando com o sofrimento da doença, podendo estar, a beira da morte.

Eu gosto muito desses filmes, porque dão uma linhagem de identidade com o trama muito fiel, ou seja, são filmes que se tornam mais acessíveis ás nossas emoções. Algumas pessoas, detestam ver esses gêneros, mas eu acho muito proveitoso, porque vemos o que é ser doente, de fato.


Black Out - Prisioneiros do Medo

Posted: segunda-feira, 21 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores: ,
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Estava em casa, nesse sábado, com meus amigos, quando de repente, nos deu uma enorme vontade de vermos um filmaço de terror. Sugeri alguns filmes que haviam aqui em casa, como o Iluminado entre outros, mas eles insistiram em ver um filme mais moderno. Foi quando fomos á casa de um amigo nosso, cheio de DVDs em casa.

Passamos horas escolhendo o bendito filme, quando eu resolvi dar a cartada final: escolhi um filme caustrófobico, chamado de Black Out - Prisioneiros do Medo. Para ser sincero, eu apenas o escolhi pela sinopse e pela minha exaustão. Voltamos para casa e fomos assistir o filme.


Sinopse: Claudia é uma jovem com pressa em retornar ao leito de um hospital onde sua avó está a beira da morte. Tommy um jovem punk a caminho para resgatar a namorada dos abusos do pai bêbado e fugirem. Karl é um marido e pai com culpa por segredos que devem ser apagados de seu apartamento antes de sua esposa e filha chegarem. Todos os três, neste momento, têm uma necessidade urgente de chegar a algum lugar. Mas todos acabam presos dentro de um elevador em um prédio com poucos habitantes, e para piorar é feriado prolongado e a cidade está deserta.



10 Possíveis Estréias e um Selo.

Posted: quinta-feira, 17 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Hm, vamos para algumas notícias de estréias ;P.

Tem algumas novidades que me agradaram muito, como Olhos Famintos 3, mas teve outras, que me desanimaram muito, como o desnecessário Hancock 2.
Fonte das notícias: Cinema em Cena.


Informativo Cinemótica

Posted: quarta-feira, 16 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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O Informativo Cinemótica dessa semana começa com o óbito de Patrick Swayze, depois falará sobre três notícias animadoras dos cinemas e propõe um desafio no final. O desafio estará sempre no post do Informativo Cinemótica. Espero que participem.

Boa Leitura.

O Cinemótica está em luto. Morreu, nessa semana, precisamente no dia 14/09, o ator Patrick Swayze. O ator se fez presente no cinema durante a década de 80, e com 57 anos, nos deixou, por causa de um câncer no pâncreas.


TOP 7 Animações Modernas e TOP 5 Animações Clássicas

Posted: domingo, 13 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Boa noite Blogueiros! Primeiramente, gostaria de apresentar á vocês a nova cara do Cinemótica. Pois é.


Embalado pela onda de animação pelas animações do cinema ( péssimo trocadilho haha ), resolvi expressar meu TOP 7 Animações Modernos e TOP 3 Animações Clássicas. Espero que expressem suas opiniões, que são sempre bem vindas.


Um selo, uma idéia, uma estréia bem aguardada.

Posted: quinta-feira, 10 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Toy Store 3D sairá dos papéis ano que vem! No post de hoje, vou repassar um selo, falar dessa estreía aguardada e explicitar um pouco sobre o Clube do Filme!


Uma Proposta do Cinemótica

Posted: terça-feira, 8 de setembro de 2009 by Marcelo Augusto in
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Boa noite, blogueiros! Finalmente, meu computador ficou normal. Deu um apagão aqui, dois dias antes do meu aniversário, e o PC fundiu. Ou seja, foi uma semana cheia por aqui em Brasília. Mas estou cá eu de volta, afinal, sou nada mais e nada menos que um blogueiro ! ;P

Primeiramente, gostaria de falar sobre meu último TOP 10 : Cinema Brasileiro. Percebi que a maioria das pessoas concordaram com ela, o que eu definitivamente estranhei ;P, afinal, sou acostumado a provocar divergências entre meus TOP 10. Lógico, teve aqueles que discordaram e sugeriram vários filmes como: Diabo na Terra do Sol, Muito Gelo e Dois Dedos de Água entre outros. Tive a oportunidade de ver Muito Gelo e Dois Dedos de Água e simpatizei com a obra, mas não chegaria a colocar no meu TOP. Mesmo assim, como sugeriram, o cinema brasileiro pede no mínimo dois TOP 10, e em breve farei mais um, já atualizado com suas sugestões!


TOP 10 Filmes Brasileiros e 3 Lixos

Posted: domingo, 30 de agosto de 2009 by Marcelo Augusto in Marcadores:
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Embalado pelo blog do Rodrigo, resolvi falar sobre o cinema brasileiro, que o Cinemótica até agora não fez. Não por menosprezo, mas por falta de oportunidade. O cinema brasileiro tem uma evolução bem reacionária, mas ele tem sim um progresso tímido.

O que será que falta? Hm, eu ousaria dizer que falta direção. Temos alguns atores e atrizes, temos a música, temos os feelings [ afinal somos o quinto maior país do mundo e o país com maior diversidade cultural ] . Falta apenas um sentido para tanto manifesto cultural. Uma pena, que quando se encontram uma formula para o sucesso, sempre o repitam. O Brasil pode vir a ter o know-how para se expressar, mas cadê as setas de sinalização ?!

Mesmo achando isso, eu tive dificuldades em estabelecer uma lista de TOP 10 Filmes Brasileiros. Temos obras muito bem feitas, aliás. Mas vou arriscar. Lembrando que qualquer lista, querendo ou não, tem um dedo do seu criador! Bom entretenimento.

Primeiramente, gostaria de deixar uma polêmica. Conheci uma crítica na internet a cerca do cinema brasileiro, e eu fiquei propriamente ferido. Gostaria de que os cinéfilos que visitem esse blog, por favor expressem suas opinões quanto a crítica abaixo:



Dono da crítica: Rodrigo Mendes
Coluna: Diários Cinéfilos.

O cinema nacional precisa tomar vergonha na cara, urgentemente. O furdúncio desproporcional em torno de Divã só comprova o diagnóstico fatal. Outro dia, Lília Cabral estava em três canais simultâneos vendendo o filme. E tome propaganda, propaganda e propaganda. A produção vai ser um arrasaquarteirão de bilheteria, todo mundo vai correr para ver a coisa, como fizeram com Se Eu Fosse Você 2, Bezerra de Menezes, O Menino da Porteira e todos os filmes da Xuxa.

Ok, certo, nada contra, precisamos todos de pão & circo. Pessoas vão se identificar com Divã, alguns vão pensar na vida, outros vão encontrar mensagens edificantes.

Tem gente que encontra isso até no Chaves. Mas, sorry, periferia, o cinema brasileiro precisa mesmo de conteúdo. Enquanto engordamos bilheterias dando moral para filmecos de polvilho, só teremos filmecos de polvilho. Tentam explicar o país por meio da sétima arte. Sertão, violência, sertão, violênciaad nauseum. Nosso presidente pode ser o cara, mas na sétima arte ainda somos colônia. Uma colônia apática. Reclama-se da invasão dos filmes gringos, porém a única forma de dar o troco é com produções à altura.

Bem, vamos então as listas.

TOP 10 Melhores Filmes Brasileiros

10- Carlota Joaquina - A princesa do Brazil






Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora.


9 - Saneamento Básico




Em uma pequena vila de descendentes de colonos italianos na serra gaúcha, a construção de uma fossa para o tratamento do esgoto é uma emergência antiga e sempre ignorada pelas autoridades. Uma comissão resolve pleitear a obra através dos recursos da subprefeitura. No entanto, são informados de que não há verba para saneamento básico mas que sobra para a produção de um vídeo. O grupo resolve então fazer um vídeo sobre o saneamento básico. Mas o que ninguém esperava é que o grupo amador se envolveria tanto nessa produção que ganha até prêmio na cidade, e que a obra... bem, viraria ator coadjuvante.

8 - Redentor





Um jornalista recebe de Deus a missão de convencer seu amigo de infância, que é um empreiteiro corrupto envolvido em um escândalo imobiliário, a doar sua fortuna para os pobres.

[ Infelizmente, esse filme não teve tanto respaldo entre os cinéfilos, mas eu o achei simplesmente brilhante. ]

7 - Olga


O filme retrata uma grande história de amor, em todos os sentidos: a luta, os ideais, o marido, a maternidade. Da infância burguesa na Alemanha à morte numa das câmaras de gás de Hitler, as imagens retratam a alma de uma revolucionária que descobriu o amor e a crueldade no Brasil, onde Olga Benario casou-se com Luís Carlos Prestes, engravidou e foi entregue por Getúlio Vargas aos nazistas.

6 - Auto da Compadecida



As aventuras de João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem.

5 - Carandiru



Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

4- Se eu fosse você


O filme conta a história de Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires), um casal até então normal que vai levando a vida conjugal através do anos, desgastando-se com o tempo mas sempre procurando manter o bom humor. Até o momento em que a discórdia paira sobre eles e um lado passa a não dar valor ou a não compreender o que o outro faz com seu tempo ou tem como princípios. Isso até que o casal troca seus papéis: a mente de um passa para o corpo de outro.

3 - O cheiro do Ralo


Lourenço (Selton Mello) é dono de uma loja que compra objetos usados. Pouco a pouco, ele troca a frieza de negociar pelo prazer de explorar os clientes, por meio de jogos, que procuram sua loja quando atravessam dificuldades financeiras. Ele passa a identificar as pessoas como se estivessem à venda, cada uma com uma característica ou um objeto que lhe é oferecido.

2 - Central do Brasil



Mulher (Fernanda Montenegro) que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ajuda menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.

1 - Cidade de Deus



A história é fictícia, mas inspirada em fatos reais narrados por um jornalista que foi morador da Cidade de Deus, no livro de mesmo nome. Conta a história de um garoto chamado Buscapé desde sua infância, nos anos 60, até o final dos anos 70, dando uma idéia da criação das favelas, da origem do tráfico de drogas e de sua relação no dia a dia dos moradores.


TOP 3 Vergonhas Nacionais

Resolvi colocar, as três maiores vergonhas, ou seja, fracassos do cinema Brasileiro. Claro, na minha opinião.

3 - Casa da Mãe Joana



Quatro amigos que só pensam em curtir a vida, com grandes farras, lindas mulheres e bebidas. Mas um belo dia, eles são surpreendidos com uma notícia nada agradável, uma ação de despejo. Sem nenhuma solução imediata a turma é obrigada a pensar naquilo que mais abominam: trabalhar! A confusão está formada quando cada um busca um meio fácil de conseguir dinheiro, com o mínimo de esforço.

2 - Primo Basílio



Primo Basílio é transferida de Lisboa para São Paulo, em 1958. É quando a jovem Luísa (Débora Falabella) está casada com o engenheiro Jorge (Reynaldo Gianecchini), ausente do lar por estar envolvido na construção de Brasília. O reencontro de Luísa e seu primo Basílio (Fábio Assunção) coloca o casamento da jovem sonhadora em risco, já que ela se envolve num caso extraconjugal. Juliana (Glória Pires), sua invejosa governanta, descobre o romance proibido e faz de tudo para infernizar a vida de Luísa, ameaçando revelar seu segredo.

1 - Deus É Brasileiro



Cansado de tantos erros cometidos pela humanidade, Deus (Antônio Fagundes) resolve tirar umas férias dela, decidindo ir descansar em alguma estrela distante. Para tanto precisa encontrar um substituto para ficar em seu lugar enquanto estiver fora. Deus resolve então procurá-lo no Brasil, país tão religioso que ainda não tem um santo seu reconhecido oficialmente. Seu guia em sua busca é Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador que vê em seu encontro com Deus sua grande chance de se livrar dos problemas pessoais. Juntos eles rodarão o Brasil em busca do substituto ideal.

Espero que compartilhem da minha lista! Se não, fale quais filmes não estariam na lista, quais modificações faria!

Abraços.

Resenhas Rápidas 3

Posted: sexta-feira, 28 de agosto de 2009 by Marcelo Augusto in
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Fiquei quatro dias sem postar aqui por alguns motivos pessoais, mas hoje achei tempinho para dar uma postada típica do Cinemótica. Hoje, venho falar de alguns filmes que tive contato nesses últimos dias. Como de praxe, vamos para uma resenha rasteira e uma indicação que o Cinemótica anseia em ver! Não esqueça de deixar seu comentário.

1 - Identidade



Sinopse: Em uma noite chuvosa, numa grande estrada dos EUA, nove pessoas, aparentemente sem conexões, se deparam com a impossibilidade de seguir caminho na ferrovia. São obrigadas, a se hospedarem em um hotel barato de beira de estrada, onde pretendem passar apenas uma noite. Cada um com seu drama particular, se deparam com algo inusitado: cada um vai morrendo sumariamente, assassinados, por alguém desconhecido. Como para completar o evento, cada pessoa morre em uma contagem regressiva de dez até um. A chuva os impede de sair, e aos poucos, vemos um trama se desenrolar.




Crítica: Vi esse filme, em sua estréia, nos cinemas. Era novo ( foi em 2003 ), mas eu curti muito do esquema em que o filme lança mão. Uma hitória, atípica, em que até o meio do drama, não sabemos se sua abordagem tem temática sobrenatural ou real, Identidade é um dossiê de cenas caustrofobicas. O filme não se preocupa em passar um desenrolo enigmático com a história, na verdade, o diretor preferiu enfocar no suspense de 'quem será o próximo a morrer' . A fórmula, confesso, é saturada.

Mas o bom trabalho ministrado pelos atores [ Ray Liotta, por exemplo ], dão consistência ao pouco conhecido filme. Identidade ainda conta com uma bifurcação de sua história principal, aparentemente sem ligação: ao mesmo tempo que vemos as pessoas morrendo no hotel, vemos um preso sendo investigado em uma sala de interrogatórios.

Talvez, seja justamente por essa trama destacada na história do filme, que o diferencia dos outros filmes sobre assassinatos em série. O final é extremamente forçado. Uma pena, porque poderia ter sido explorado fantasticamente. Pode-se dizer, que no final, infelizmente o filme não conseguiu sair das amarras do estilo hollywoodiano, e forçou a barra para dizer quem é o assassino. No entanto, a história que engloba as duas vertentes narradas no filme, é singelamente agradável e interessante.



Eu indico o filme para quem quiser ver um suspense não rotineiro, mas peço que ao verem, não esperem grande coisa. O filme é um daqueles que vemos, e logo nos esquecemos de sua existência. Mas cinéfilo que é cinéfilo, esta sempre disposto a ver mais e mais filmes. Vale então a dica.

Nota: 4.8

Em cena: 3 Macacos.




O Cinemótica rastreou e encontrou um filme turco que me estimulou, a ponto de querer vê-lo, o mais urgentemente possível. Afinal, gosto de filmes expressivos.

Sinopse: Contra todas as possibilidades, uma família tenta esconder as mentiras que a envolve para se manter unida. A fim de evitar dificuldades e responsabilidades que, de outra forma seriam impossíveis de suportar, a família opta por ignorar a verdade, não para ver, ouvir ou falar sobre isso. Como no jogo dos "três macacos", escolheu ignorá-las, não vê-las, ouvi-las ou falar sobre elas. Mas esse jogo invalidaria a existência dos fatos?

Me deparei, também com diversas críticas, algumas a favor, outras contra, e por isso, resolvi expô-las, para possível debate entre os cinéfilos na blogoesfera.




Críticas contra:

Glória Gomes : A proposta é boa, mas não gostei do filme por vários motivos: falta roteiro, continuidade e falas. O longo silêncio deste filme, a falta de diálogo, são enervantes! Talvez tenha sido esta a proposta do diretor: mostrar como o silêncio afasta as pessoas e deixa margem à dúvidas, desconfianças. Este filme mostra que, para evitar encarar as pesadas provas e responsabilidades, eles escolhem ignorar a verdade, e recusam ver, ouvir ou falar sobre ela, como na fábula dos Três Macacos.

Cintia L: Ontem fui assistir ao filme aqui no RJ. Gosto de produções que fogem do estereótipo dos filmes hollywoodianos, mas confesso que fiquei um tanto decepcionada com 3 Macacos. Os pontos positivos são: o roteiro que é interessante, mas poderia ter sido explorado de outra forma, e a bela fotografia. O take da primeira cena - o carro dirigido pelo político pela estrada, a passagem pelo túnel... É sensacional. Muito bem feito mesmo. Mas pára por aí. O filme fala sobre a fábula japonesa "adaptada" para os nossos dias. Mas as longas pausas, o silêncio extremo entre os personagens são excessivos. Par falar sobre o "silêncio" não é necessário que os personagens fiquem mudos por tantos minutos. Da mesma forma que uma comédia não tem a função de fazer o espectador rir o tempo inteiro. O filme peca neste sentido... Chega ao extremo do silêncio, sem necessidade. Se o diretor dosasse as cenas, intercalasse com alguns diálogos (mesmo curtos), o filme teria um desdobramento mais envolvente. A narrativa é realmente muito lenta e o final um tanto decepcionante. Assisti num cinema frequentado por "intelectuais" e gente "cabeça", mas no final da sessão posso garantir que a grande maioria saiu da sala decepcionada e com um ponto de interrogação na testa.

Críticas a favor:

Cristina Brandão: O drama da família de Eyup não começa com o acidente e " a troca negociada" com seu patrão, mas ela já padecia do mal da incomunicabilidade, como a do teatro do absurdo. Mãos, olhos e ouvidos tapados desde a morte do menino, o filho caçula do casal que traz uma névoa escura quer paira por todas as imagens e espelha o que se passe na alma dos personagens. As cenas que os confortam são aquelas onde o garoto é "visto" ou mesmo "acaricia" os personagens. Com ele se foi o que havia de união e ternura entre os três membros da família e, com sua partida, estão envoltos no silêncio, na tristeza e no tédio. Violentam-se, cada um à sua maneira. O diretor conjuga muito bem os closes, os planos abertos e a tonalidade que expressa o noir, não como nos filmes de detetives e marginais, mas o noir de almas vencidas e bizarras.

Willis de Faria: Três Macacos ganharam o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2008 e foi pré-finalista do Oscar para melhor filme estrangeiro este ano. Ele é um filme de arte dramática, com poucos diálogos, mas que as imagens por si falam. Indicado para um público amante da 7ª arte. Se você deseja ação, humor ou extravasar suas energias em filme hollywoodiano, que atinja a toda massa de público, eu não aconselho. Mas se é amante da arte cinematográfica, pode comprar o ingresso.

Caso você tenha visto esse filme, peço que exponha suas opiniões, para futuramente, quando eu tiver visto o filme, possa fazer um dossiê sobre esta obra. Caso não tenha visto, expresse suas pesperctivas, que são sempre bem vindas!

Abraços!